Informação sobre mononucleose, causas, sintomas e tratamento da mononucleose infecciosa, também designada de doença do beijo, identificando o seu diagnóstico, assim como formas de prevenção da sua ocorrência.


sábado, 27 de setembro de 2014

Entendendo a mononucleose infeciosa aguda

Mononucleose infeciosa aguda é uma doença comum, que aparece em instalações de cuidados médicos urgentes. Os sintomas de mononucleose infeciosa aguda podem variar de linfadenopatia cervical óbvia, como amigdalite exsudativa persistente e acentuada, até sintomas mais vagos de fadiga e mal-estar. Embora a maioria dos casos de mononucleose infeciosa aguda sejam, ou subclínicos ou requeiram apenas cuidados de suporte, alguns casos podem ter complicações graves, podendo ser potencialmente fatais. Um diagnóstico correto pode ser complicado no momento de apresentação do paciente numa primeira consulta, uma vez que as sensibilidades e especificidades dos diversos exames laboratoriais e de diagnóstico, mudam com a evolução da doença. Mesmo aqueles pacientes que não apresentam quaisquer complicações podem ter sintomas prolongados e dificuldade de voltar para a escola, trabalho ou atividades físicas.

Dor de garganta e febre estão entre as queixas mais comuns que acometem a uma unidade de atendimento de urgência. Uma causa comum de dor de garganta, Streptococcus do grupo A, muitas vezes pode ser diagnosticada de forma confiável com o teste rápido do antígeno e/ou cultura. Pelo contrário, a mononucleose infeciosa aguda não é sempre considerada no início do curso de uma dor de garganta e, muitas vezes pode ter um diagnóstico difícil. No entanto, um melhor entendimento da fisiopatologia, quadro clínico, e dos limites dos testes de laboratório da mononucleose infeciosa aguda podem ajudar o médico de cuidados urgentes a tornar-se proficiente com o diagnóstico, tratamento e prognóstico da doença. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Como se trata a mononucleose infeciosa

Não existe tratamento medicamentoso específico para mononucleose infeciosa.
A medida mais importante que você pode promover é descansar bastante. Tome paracetamol para a febre e dor de garganta.
Se os seus sintomas parecem estar a piorar em vez de melhorar, de modo gradual, após 1 a 2 semanas, informe o seu médico. Você poderá desenvolver infeções na garganta ou uma infeção do sinus. Uma complicação rara de mononucleose infeciosa é um abcesso (bolsa de infeção) na amígdala. Estas infeções têm de ser tratadas com antibióticos. 
Às vezes, a infeção da mononucleose faz com que as amígdalas se tornem tão grandes que quase bloqueiam a garganta. Seu médico pode prescrever esteróides (Prednisona) para tentar diminuir o tamanho das amígdalas.
O vírus pode inflamar o fígado. Não beba álcool quando você tem mononucleose porque o álcool pode prejudicar ainda mais o seu fígado.
Se o seu baço estiver ampliado, pode romper-se se for atingido ou sofrer tensão. A ruptura do baço provoca hemorragia grave e é uma emergência médica. Por esta razão, você deve evitar o trabalho pesado e qualquer esporte de contato, até que seu baço volte ao tamanho normal. Assim, você vai gradualmente ser capaz de voltar para a escola, trabalho e esporte.

Seus sintomas podem agravar-se durante 2 ou 3 semanas depois que eles aparecem pela primeira vez. Normalmente, a febre, dor de garganta e fadiga extrema duram cerca de 1 a 2 semanas, e a doença é mais contagiosa neste período. Isto pode levar várias semanas, e, em alguns casos, vários meses, para que o sistema imunitário do corpo possa superar o vírus, mas a doença é menos contagiosa após a febre desaparecer.
O vírus Epstein-Barr permanece no corpo mesmo depois da recuperação. Você poderá ter mononucleose infeciosa novamente, mas isso não costuma acontecer. 

A melhor maneira de evitar que outras pessoas ao seu redor fiquem com mononucleose infeciosa é evitar o contato com a sua saliva. Pode conseguir isso, por exemplo, evitando beijar e compartilhar alimentos ou bebidas em recipientes e utensílios até que decorram vários dias após a febre desaparecer. O vírus torna-se menos contagioso a partir desse momento.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Como se diagnostica a monucleose infeciosa

Mononucleose infeciosa (também chamada mono) é uma infeção viral. Mononucleose infeciosa é uma infeção comum, mas muitas vezes não causa sintomas, especialmente quando aparece em crianças. No entanto, em adolescentes e adultos jovens é uma causa frequente de doença e motiva a perda de dias na escola.

O vírus que causa a mononucleose infeciosa é chamado de EBV (vírus Epstein-Barr). Este é transmitido principalmente por meio de saliva, e por isso tem o apelido de "doença do beijo".
Depois que o vírus entra no corpo, o que pode levar até um mês antes de se iniciarem os sintomas, os primeiros sintomas geralmente incluem:
• cansaço;
• febre;
• dor de cabeça;
• dores musculares.
Muitas pessoas têm cansaço extremo e precisam de dormir 12 a 16 horas por dia, antes que elas tenham quaisquer outros sintomas.

Depois de apenas alguns dias de febre e dores, outros sintomas podem incluir:
• garganta inflamada;
• gânglios linfáticos inchados ("glândulas") no pescoço.

Outros sintomas comuns são:
• perda de apetite;
• náuseas;
• dores articulares;
• erupção.

Seu médico irá perguntar sobre seus sintomas e examiná-lo. Ele irá ter em atenção a febre; a garganta vermelha com hipertrofia de amígdalas, às vezes cobertas de pus; e linfonodos aumentados no pescoço. Você também pode ter uma erupção vermelha, especialmente no peito, e um aumento do baço.
Uma amostra de sangue será levada para testar a mononucleose. O primeiro exame de sangue pode ser negativo, mas um hemograma completo pode mostrar que uma infeção mononucleosa está em desenvolvimento. Seu médico pode pedir-lhe para voltar em poucos dias para um outro exame de sangue. Se você tiver mononucleose, este segundo teste será quase sempre positivo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Transmissão do vírus da mononucleose

Na origem da mononucleose está o vírus Epstein barr. Este vírus transmite-se de pessoa para pessoa, através da saliva. Pelo facto de se transmitir através da saliva ficou conhecida como"doença do beijo". Mas não será apenas através do beijo que a transmissão do vírus ocorre. Também se pode contrair a mononucleose por meio da tosse ou espirro, e mesmo mediante a partilha de objetos como talheres e copos.
Esta forma de transmissão da doença assemelha-se à gripe, mas o vírus Epstein barr é menos contagioso, pelo que existe menos probabilidade de contrair a mononucleose se a compararmos com a probabilidade de contrair gripe, pelo que muitas vezes o contato com pessoas infectadas não motiva esta condição.
Depois de uma pessoa ficar infectada pelo EBV pode manter o vírus na orofaringe por um período de tempo que pode chegar aos 18 meses após o desaparecimento dos sintomas associados. Assim, durante este período de tempo torna-se possível contaminar pessoas através das formas de transmissão que referimos anteriormente, principalmente se os contatos forem prolongados. Existem estudos que demonstram que a maior parte de pacientes  que tiveram mononucleose, ainda mantêm presente o vírus na sua própria orofaringe depois de 8 meses após o desaparecimento dos sintomas.
A maior parte das pessoas que apresentam ou já apresentaram mononucleose não se lembra de alguma vez ter tido algum contato com alguém doente, e muitas  vezes a pessoa portadora do vírus nem imagina que está habilitada a transmitir o vírus para outras pessoas.

Índice dos artigos relativos a Mononucleose

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