Informação sobre mononucleose, causas, sintomas e tratamento da mononucleose infecciosa, também designada de doença do beijo, identificando o seu diagnóstico, assim como formas de prevenção da sua ocorrência.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sintomas da mononucleose

Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro. O aumento dos linfonodos também é um pouco diferente da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequêntemente se espalhando pelo resto do corpo. Uma dica para o diagnóstico diferencial entre as faringites bacterianas e a mononucleose é o aparecimento de uma rash (manchas vermelhas) pelo corpo após o início de antibióticos, principalmente amoxicilina. Outro sinal característico da mononucleose é o aumento do baço, chamado de esplenomegalia. Quando este ocorre, é necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura do mesmo. A ruptura esplênica (ruptura do baço) é rara, mas quando acontece leva a risco de morte devido ao intenso sangramento que se sucede. O baço aumenta tanto de tamanho que pode ser palpável abaixo do gradil costal esquerdo.
Menos de 10% das crianças infectadas apresentam sintomas. Essa incidência começa a subir com o passar dos anos, atingindo seu ápice entre os 15 e 24 anos. Esta é a faixa etária que mais costuma apresentar infecção sintomática. A mononucleose é rara após o 40 anos, uma vez que virtualmente todos neste grupo já terão sido expostos ao vírus em algum momento da vida. Nas pessoas que desenvolvem sintomas, o período de incubação, ou seja, desde o contato até o aparecimento da doença, é em média de 4 a 8 semanas. O quadro clínico típico envolve febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante as faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias (leia: DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE). Outros sintomas inespecíficos como dor de cabeça, dores musculares, tosse e náuseas também são comuns.

sábado, 30 de junho de 2012

Mononucleose e AIDS

O quadro inicial da AIDS pode ser semelhante à mononucleose com faringite, exantema, hepatoesplenomegalia e linfocitose com linfócitos atípicos. Pode também ocorrer quadro de meningite com cefaléia, rigidez de nuca e pleocitose linfocitária. Geralmente ocorre em adultos.
Neste período os anticorpos anti-HIV podem ser indetectados, sendo o diagnóstico feito através da PCR ou determinação da carga viral.
 Pacientes com mononucleose podem apresentar teste falso-positivo para HIV(ELISA). 
O quadro clínico da mononucleose é semelhante ao da soroconversão da AIDS e ambas as doenças podem decorrer de contato íntimo, portanto deve-se tomar cuidado ao diagnosticar AIDS, principalmente não havendo fatores de risco, sem testes confirmatórios.

Prevenção da mononucleose

Em termos de prevenção da mononucleose:
  • Não há necessidade de isolamento porque o VEB apresenta baixa taxa de transmissão.
  • A infecção, geralmente, é transmitida através da saliva de indivíduo contaminado e assintomático, sendo conhecida como a doença do beijo.
  • Algumas medidas podem ser tomadas em relação a crianças, como não beijá-las na boca e, em creches,manter os brinquedos limpos.
  • O VEB pode ser transmitido por transfusão de sangue e transplante de medula, mas como é um vírus amplamente difundido, não há medidas especiais de prevenção.

Medicamentos para tratamento da mononucleose

Os medicamentos normalmente utilizados  para tratamento da mononucleose são:
  • Antiinflamatórios não hormonais – para alívio da febre e desconforto;
  • Corticóides – embora melhorem os sintomas não são usados rotineiramente; estão indicados em caso de obstrução importante de vias aéreas superiores devido à hipertrofia de amígdalas ou linfonodos, anemia hemolítica e trombocitopenia severa. Está indicado aprednisona em dose de 1mg/kg por 7 dias;
  • Antivirais – inibem a replicação viral, mas não alteram o curso clínico, não sendo, portanto indicados. São usados em quadros linfoproliferativos e pneumonite intersticial;
  • Imunoglobulina EV – para o tratamento de trombocitopenia.

Tratamento da munonucleose

O tratamento recomendado é o repouso relativo por cerca de três semanas, nesse período deve-se evitar aumento de pressão intra-abdominal, por traumatismo, constipação intestinal ou excesso de palpação. Em situação de grave comprometimento hepático, tratar como hepatite viral aguda, por aproximadamente um a dois meses. Em geral, nesse período deve haver regressão do quadro hepático. É feito o uso de corticosteróide, embora melhore o estado geral e reduza o perido de febre, que pode voltar com o uso descontínuo da droga, está indicado apenas quando a MI evoluir com anemia hemolítica (eventualmente esplenectomia), púrpura trombocitopênica rapidamente pregressiva ou hemorrágica e obstrução de vias aéreas. Em caso de ruptura de baço, proceder à cirurgia e realiza-se uma laparotomia. Tem-se sugerido que nos casos de hematomas subcapsulares, proceda-se à esplenectomia. Em obstrução de vias aéreas superiores por adenomegalias, proceder à traqueostomia.

Causas da mononucleose infecciosa

A mononucleose infecciosa é uma doença transmitida principalmente, pelo íntimo contato oral, por isto ficou conhecida vulgarmente como “Doença do Beijo”, causada pelo vírus Epstein–Barr, membro do grupo dos Herpesvírus. Há uma diferenciação de reação de cada individuo quanto aos sintomas da doença.

Sinais e sintomas da moonucleose infecciosa

Inicialmente apresenta mal estar, dor no corpo, cansaço, náuseas, vômitos, dor na garganta, que dura cerca de 2 a 5 dias e não comprometem o estado geral do indivíduo.
Posteriormente aparecem linfadenopatias (aumento de gânglios), faringite, ás vezes com presença de exudato purulento (pus) em amigdalas, aumento de fígado e baço, edema palpebral, e febre persistente. Raramente podem aparecer icterícia (cor amarela) e exantema (manchas vermelhas) no corpo.
O quadro clássico pode vir acompanhado de complicações (dependendo da forma como o vírus atinge um determinado órgão) e por infecção crônica – podem ocorrer com crianças menores que apresentam episódios freqüentes de dor de garganta,febre e linfoadenopatias (aumento de gânglios) com resolução de 3 a 10 dias com ou sem tratamento ou em adolescentes e adultos que a infecção pode ser intercaladas de períodos de absoluta normalidade.
Essa enfermidade e caracterizada por queixas sistêmicas, constituídas principalmente, por fadiga, mal estar, febre, dor de garganta, linfodenopatia generalizada, tosse, dor no corpo, dor nas articulações, ínguas pelo pescoço, hepatoesplenomegalia e amarelão pelo o corpo.

Período de incubação da mononucleose

O período de incubação da doença costuma ser de 30 a 40 dias, e geralmente dura de 7 a 14 dias, mas a recuperação do doente pode durar semanas, podendo acontecer recaídas, principalmente se o fígado e o sistema nervoso forem afetados.

Transmissão da mononucleose

A via de transmissão mais importante da mononucleose, em adultos jovens, é o contato oral íntimo durante o beijo, que facilita a passagem de células infectadas. Em ambientes de precárias condições sanitárias a transmissão por fomites constitui uma possibilidade a ser considerada. Além do beijo, há contaminação através de saliva em objetos inanimados, como xícaras e copos, além da má higiene isto tem sido cogitada como fonte primária para a mononucleose. Da mesma forma, menciona-se a transmissão pelo o ar e por transfusão sanguinea e placentária ou contato sexual.

Diagnóstico da mononucleose infecciosa

Para o diagnostico da mononucleose infecciosa pode ser útil alguns exames como a pesquisa de linfócitos atípicos em esfregaços de material colhido da faringe, nas formas anginosas, citologia e histopatologia de gânglios enfartados, para a devida diferenciação com adenopatias benignas e malignas, provas funcionais hepáticas empíricas, determinações enzimáticas e eletroforese de proteínas.

Mononucleose por citomegalovírus

A Mononucleose por citomegalovírus pode acometer individuos de qualquer idade.

Os sintomas apresentados são:
  • Febre e sintomas gerais com duração de 1 a 4 semanas.
  • Faringite, adenopatias, esplenomegalia, exantemas, mialgias e dor abdominal são menos frequentes.
  • Há, em alguns casos, o antecedente de transfusão de sangue.

Mononucleose infecciosa

A mononucleose infecciosa é uma doença infecto-contagiosa de evolução lenta causada pelo vírus Epstein-Barr que traz algumas alterações envolvendo o sangue, linfonodos, baço, fígado, sistema nervoso central e, ocasionalmente, outros órgãos. É transmitida pela vias aérias superiores e através do contato direto com secreções de pessoas infectadas. Não é uma doença de notificação compulsória, e é difícil de ser diagnosticada. Portanto, quando diagnosticada tardiamente, pode trazer graves complicações ao paciente, como: anemia hemolítica, infecção crônica pelo vírus Epstein-Barr (VEB) dentre outras. Na maioria das doenças causadas por vírus não há tratamento disponível, pois na maior parte das vezes ela é autolimitada. Utilizam-se medicamentos para os sintomas como analgésicos, antitérmicos e se necessário medicamentos contra enjôo.

A mononucleose é uma doença que tem como principal causa a presença de leucócitos mononucleares em número anormalmente elevado no sangue circulante.
A mononucleose infecciosa é uma doença atualmente tida como entidade nosológica individualizada, de baixa morbidade e letalidade, com grande polimorfismo clínico, mas essencialmente caracterizada por manifestações infecciosas agudas e benignas, enfartamentos ganglionares, frequentemente compromentimento orofaríngeo, aos quais se podem associar a esplenomegalia, a icterícia, os exantemas e outras esteriorizações mais raras; são muito significativos o quadro sanguíneo periférico de linfocitose, com numerosas e constantes atipias linfocitárias, e a presença habitual de anticorpos heteófilos no sangue, evidenciáveis pela conhecida reação de Paul-Bunnell.

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